Sexta-feira, 01 de Abril de 2011

 Desejava ardentemente não gostar de ti, tão ardentemente que queima! Desejava que desaparecesses do meu coração, era justo já que nunca fiz parte do teu.

 Odeio quando tentam desculpar-te e dizem que não sabes como demonstrar o amor que sentes... mas eu conheço-te, bem melhor que todos eles, não existe amor dentro de ti (pelo menos não por mim...) mas não mais do que um estranho és em mim a quem eu dei um nome diferente(ao menos é um estranho com direito a outro nome, para ti deve ser de classe!). No outro dia vi uma fotografia nossa, nessa altura ainda eras o meu herói, não sabia do que eras capaz... mas ironicamente continuas a ser um estranho em mim.

 Às vezes pergunto-me como posso ainda guardar tanto ressentimento para contigo, nunca fui de o fazer nem sequer aos que me querem mal e mesmo algum dia conseguiram. Mas tu! Devias ser das pessoas mais presentes na minha vida, devias ser a 2ª pessoa que melhor me conhece...  Não ocupaste o lugar e não consigo concedê-lo a mais ninguém ( mas garanto-te que não te pertence mais! Perdeste o direito a ele!) e todas as vezes que nos encontramos eu tento continuar a ter raiva de ti, a lembrar-me de tudo o que não fizeste, tudo o que não presenciaste. Mas dou-te sempre mais uma chance... e cada vez que o faço e tu me desiludes de novo eu volto a ter raiva de ti! e volto a ter raiva de mim mesma por precisar tanto deste ciclo vicioso, por ver que me faz mais feliz a ilusão de que poderias ser diferente do que o facto de saber que tenho um vazio no teu lugar.

 Desejava ardentemente que o laço que nos une não existisse, que não nos unisse de todo!!! Podia colocar então alguém no teu lugar, e deixar de me culpar por não ter resultado. Deixar de te dar oportunidades infinitas para me magoares, e para me fazeres sentir que não sou merecedora do amor de ninguém... e de facto continua a dúvida: se tu, que és tu nunca me amaste, como pode alguém, diferente de nós, amar o que rejeitaste?

 Já sei que não fizeste nada quando me tentaram magoar...como podias!?! ele cresceu contigo, eu sou apenas um erro que ocorreu no processo da tua existência.

 Odeio-te, com todas as minhas forças... e odeio-me por apesar de te odiar deixar que me atinjas.

Desejo ardentemente que não sejas importante para mim, mas é impossível convencer-me a mim mesma. Tenho a fotografia guardada, parece uma relíquia de outra vida... Até ao meu encontro com Deus chegaste atrasado!

 O que me irrita mais é que, nem nestes teus desaparecimentos temporários eu tenho descanso! Quando irás descobrir que me perdeste realmente e que nunca terás controlo sobre mim, ou que nunca mais me poderás usar nas tuas missões de falsa verdade?!? Desculpa lá, mas a minha vida passou-te ao lado... um lado bem distante porque nem te vi. Fica descansado, não espero que te orgulhes de mim, afinal como poderias ter orgulho em mim se nem sequer me conheces?!? Fica desde já ciente que não és uma fonte de orgulho, preferiste lamentar a tua perda a lutar por mais ganhos...

 Chego a ter pena de ti, vives de ilusões. Fazes com que as pessoas à tua volta acreditem que és uma coisa. No fundo tu não és nada... e provavelmente contentas-te com o facto das pessoas acharem que és alguma coisa. Pois eu sei que não vales nada, e quando te vires a morrer sozinho vais perceber que as ilusões são frágeis como o vidro. Só as podes moldar uma vez e, uma vez quebradas nunca voltam a ser o mesmo.  

 Se te pudesse pedir uma única coisa: desaparece de mim e deixa-me preencher o vazio que és...

 Apesar de tudo e infelizmente, serás sempre meu p..  ...

publicado por 994marie1904 às 03:11


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